quinta-feira, 31 de março de 2011

Nunca mais...

Não sou metido a besta e muito menos dado a protocolos muito rígidos quando o assunto é vinho. Estudo sobre o assunto e gosto de tomar um bom vinho (principalmente acompanhado de um bom prato) e, por experiência própria, digo que está difícil encontrar um supermercado preocupado com o paladar do cliente.

Salvo algumas exceções (que não vou citar, quem trata bem o produto ou arrasa de vez com ele, sabe o que estou falando), a bebida nobre a que me refiro virou um produto industrializado de larga produção e, por conta disso, talvez por sua abundância, alguns estabelecimentos começam a trata-lo como se fosse um refrigerante.
Não é segredo para ninguém que o vinho é uma bebida complexa que requer certos cuidados, seu transporte é diferente, seu armazenamento é diferente, seu preço e público também é diferenciado e, por conta disso, deve ser tratado com mais respeito por alguns fornecedores.
Venho notando por ai muitas demonstrações de descaso com nossa boa e velha garrafa de vinho, não vou nem citar o fato de nunca estarem deitadas e expostas à iluminação intensa, seria impossível tal estrutura em alguns mercados, mas práticas como colocar os vinhos antigos na frente dos novos ao invés de retirar de venda, submetê-los a oscilações de temperatura e carregá-los e jogá-los como uma garrafa de cerveja, é complicado.
Como disse no início, não sou um cara tão requintado a ponto de passar por uma promoção de um bom vinho e deixar para lá, inclusive fiz isso outro dia. Comprei o vinho, fui para casa, minha mulher havia preparado um macarrão com frutos do mar e uma bela salada... Pena ela ter temperado... Quando abri a garrafa do bom e barato vinho, surpresa! O vinagre estava lá dentro.
Cuidado amigos, muito cuidado, tomar uma garrafa de vinagre não é uma das coisas mais agradáveis.


Gustavo

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